Equipe Reparou
1 de jun. de 2026 · 13 minToda oficina tem aquele detalhe que nenhum sistema do mercado prevê. A oficina de funilaria que precisa anotar o número do sinistro e o nome do regulador da seguradora. A de retífica que controla a medida de cada cilindro. A que faz revisão de frota e precisa saber a qual contrato cada veículo pertence. A elétrica que registra o código de injeção e o scanner usado. Esse detalhe não cabe no campo "observações" — ele precisa virar dado de verdade: pesquisável, obrigatório quando tem que ser, presente no orçamento e na OS.
O problema é que a maioria dos softwares de oficina trata seu negócio como se fosse igual a todos os outros. Você se molda ao sistema, não o contrário. E quando precisa de um campo novo, ouve a pior frase do suporte: *"isso não dá pra fazer"* — ou pior, *"a gente coloca na próxima atualização"* (que nunca chega). Este guia mostra por que campos customizados deixaram de ser luxo e viraram necessidade no mercado brasileiro, e como o Reparou entrega isso de forma que você mesmo cria seus campos, sem abrir chamado, sem pagar consultor, sem esperar release.
O Brasil não tem "a oficina" — tem dezenas de oficinas diferentes
Quando se fala em "oficina mecânica", a imagem é sempre a mesma. Mas os dados do setor mostram um mercado fragmentado, com operações que não se parecem em nada umas com as outras. Segundo o Anuário do Sindirepa Nacional, o país tem mais de 117 mil estabelecimentos de reparação — e eles se dividem em perfis com necessidades de informação radicalmente distintas:
Pense no que cada uma dessas precisa registrar e que as outras nem sonham:
- A funilaria vive de seguradora: número do sinistro, regulador, prazo de liberação, franquia, terceiro envolvido.
- A especializada em pesados precisa de hodômetro em quilômetros que passam de um milhão, número de eixo, e às vezes placa de carreta separada do cavalo.
- A retífica controla medidas em milésimos de milímetro, número de série do bloco, padrão de retrabalho.
- A elétrica/injeção anota chassi, código de módulo, versão de software do veículo, scanner utilizado.
- A oficina que atende frota precisa do contrato, do centro de custo e da matrícula do motorista.
Um sistema com campos fixos atende, no máximo, uma dessas operações. Todas as outras vão jogar essa informação num campo de texto livre — onde ela morre. Não dá pra filtrar, não dá pra cobrar, não entra em relatório. É dado que existe e ao mesmo tempo não existe.
A frota envelhecendo torna o histórico do veículo ouro
Existe uma razão de mercado para isso ficar mais importante a cada ano: a frota brasileira está envelhecendo rápido. Segundo o Relatório da Frota Circulante do Sindipeças, a idade média do autoveículo no Brasil já chegou a 10 anos e 11 meses — e a fatia de carros mais velhos só cresce.
Carro velho é carro que volta. Volta com problema recorrente, volta para a mesma peça, volta para o mesmo dono que confia na sua oficina. E é exatamente aí que o detalhe registrado vira dinheiro: saber que aquele motor já foi retificado, que aquela suspensão foi trocada há 8 meses, que aquele cliente prefere peça original, que aquele veículo é de uma frota com contrato específico. Quem registra o detalhe certo no atendimento errado de hoje, fecha o serviço certo amanhã.
O problema é que esse detalhe quase nunca vira campo estruturado. E o motivo é simples: a maioria das oficinas nem chegou no nível de digitalização que permitiria isso.
O elo perdido: quase ninguém tem dado estruturado de verdade
A pesquisa de Maturidade Digital dos Pequenos Negócios, do Sebrae, é dura com o setor de serviços. O índice médio de maturidade digital ficou em 35 pontos numa escala de 0 a 80 em 2024, subindo para 37 em 2025 — ou seja, abaixo da metade da escala. E o número que mais importa para esta conversa:
Traduzindo para o pátio da oficina: a maioria não tem sistema integrado, e quando tem, ele é engessado. O dado importante — aquele detalhe que faz a operação girar — fica no caderno do balcão, na cabeça do dono ou num grupo de WhatsApp. Quando o funcionário-chave falta, sai ou briga, o conhecimento vai junto.
Campo customizado é a ponte entre "a gente sabe disso" e "o sistema sabe disso". É o que transforma o conhecimento informal da oficina em dado que qualquer pessoa da equipe acessa, que entra no orçamento, que dispara alerta e que aparece no relatório no fim do mês.
O que é (e o que não é) um campo customizado de verdade
Aqui mora a maior pegadinha do mercado. Muitos sistemas dizem ter "campos personalizados", mas entregam só um campinho de texto extra solto numa tela. Isso não é campo customizado — é um post-it digital. Campo customizado de verdade tem tipo, regra e lugar certo na operação.
No Reparou, cada campo que você cria carrega:
| Atributo | O que faz | Exemplo prático |
|---|---|---|
| Entidade | Onde o campo aparece | Cliente, Veículo, Orçamento ou Ordem de Serviço |
| Tipo | Como o dado é tratado | Texto, Número, Data, Sim/Não ou Lista de opções |
| Opções | Valores válidos numa lista | "Porto / Azul / Tokio / HDI" para seguradora |
| Obrigatório | Trava o salvamento sem o dado | Nº do sinistro vira obrigatório em OS de colisão |
| Ordem | Posição na tela | O que importa mais aparece primeiro |
A diferença é gritante. Um campo do tipo Data te deixa filtrar "todos os veículos com retífica feita há mais de 6 meses". Um campo do tipo Lista padroniza a escrita — ninguém digita "Porto Seguro", "porto", "PORTO SEG" e cria três grupos diferentes do mesmo dado. Um campo Obrigatório garante que ninguém abre OS de seguradora sem o número do sinistro, evitando aquele retrabalho de ligar pro cliente depois.
Como criar seus campos no Reparou — passo a passo
A promessa central é que você faz isso, não o suporte. Nada de chamado, nada de espera por versão nova. O fluxo é o mesmo para qualquer entidade:
Escolha a entidade
Decida onde o campo vive: no cadastro do Cliente, do Veículo, no Orçamento ou na OS
Defina rótulo e tipo
Dê um nome claro ("Nº do sinistro") e escolha o tipo (texto, número, data, sim/não, lista)
Configure as regras
Marque como obrigatório se for crítico e cadastre as opções da lista, se houver
Ordene e ative
Coloque na posição da tela e ative — o campo aparece na hora pra equipe toda
Use no dia a dia
O campo entra no atendimento, vai junto no orçamento e fica pesquisável no relatório
Repare numa decisão de projeto importante: o campo é amarrado à conta (sua oficina ou rede), não a um cliente avulso. Ou seja, todo mundo da equipe passa a ver o mesmo campo padronizado. Se você é uma rede com mais de uma unidade, o campo nasce coerente entre todas — sem cada loja inventar o seu jeito.

Onde colocar cada campo (e onde NÃO colocar)
A escolha da entidade é o que separa o uso amador do profissional:
- No Cliente — dados que valem para a pessoa, independente do carro: limite de crédito informal, indicação de quem trouxe, se aceita receber promoção, se é cliente de frota.
- No Veículo — o que pertence ao carro e te serve em toda visita: medida da retífica, blindagem, kit gás, contrato de frota, se já bateu. Esse é o campo que rende juros: registrado uma vez, te ajuda em todo retorno do veículo.
- No Orçamento — o que muda a negociação daquela proposta: número da cotação da seguradora, condição especial, prazo prometido.
- Na Ordem de Serviço — o que pertence àquele atendimento específico: nº do sinistro, regulador, scanner usado, hodômetro de entrada.
O erro clássico é jogar tudo na OS. Aí você redigita a mesma informação em toda visita. A pergunta que resolve: *"isso muda a cada serviço, ou é uma característica fixa do carro/cliente?"* Se é fixo, vai na entidade certa e nunca mais se redigita.
Erros comuns que transformam campo customizado em bagunça
Liberdade sem critério vira caos. As oficinas que mais sofrem com campo personalizado são as que cometem estes erros:
- 1Criar campo de texto para tudo. Se as respostas possíveis são poucas e conhecidas, use Lista. Texto livre destrói qualquer relatório.
- 2Duplicar o que o sistema já tem. Não crie "ano do carro" como campo customizado — o Reparou já traz isso da consulta de placa. Campo customizado é para o que o sistema não prevê, não para refazer o que ele já faz.
- 3Tornar tudo obrigatório. Obrigatório demais trava o atendimento e faz a equipe digitar lixo só pra salvar. Reserve o obrigatório para o que realmente não pode faltar (nº do sinistro numa OS de seguradora).
- 4Não usar o que se cria. Campo que ninguém preenche é pior que campo nenhum — polui a tela. Revise periodicamente e desative o que não pega.
Por que isso conversa com os três pilares do Reparou
Campo customizado não é uma telinha isolada de configuração — é fundação. Por nascer estruturado, o dado que você cria atravessa o produto inteiro:
- No OficinaOS, o campo aparece no cadastro, vai no orçamento, segue na OS e fica disponível para filtro e relatório. O que você registra na recepção não se perde no caminho até o caixa.
- No Portal do Cliente, o que faz sentido mostrar ao dono do carro aparece de forma limpa quando ele acompanha o serviço pelo magic-link — sem app, sem senha.
- Na AutoIA, o "Chief Engineer" enxerga seus campos como contexto. Quanto mais a sua operação está estruturada em dado de verdade (e não em texto solto), mais a IA consegue sugerir, alertar e cruzar informação que é específica do seu jeito de trabalhar.
A frota brasileira está velha e voltando para a sua oficina. O setor é fragmentado e o seu detalhe não é o detalhe do vizinho. E a maioria dos concorrentes ainda registra o que importa num caderno ou num campo de observação que ninguém relê. Campo customizado é como você sai dessa média: transforma o conhecimento informal da sua oficina — aquele que hoje só você tem na cabeça — em dado que a equipe inteira usa, que o sistema cobra e que a IA entende.
O sistema que se molda à sua oficina não é o que tem mais botões. É o que te deixa criar, em minutos e sozinho, exatamente os campos que a sua operação precisa — e nem um a mais. Veja como o Reparou faz isso em /funcionalidades/plataforma e comece pela base que já vem pronta: a consulta de placa e a tabela FIPE cuidam do que é padrão, pra você gastar energia só no que te diferencia.
Fontes e referências
- 01Sindipeças — Relatório da Frota Circulante (idade média 10 anos e 11 meses)
- 02Portal Automotivo / Anuário Sindirepa Nacional — número de oficinas por tipo no Brasil
- 03Sebrae — Maturidade Digital dos Pequenos Negócios no Brasil
- 04ABDI / Sebrae — Mapa de Maturidade Digital 2024
- 05Sindirepa Brasil lança Anuário 2025/2026 (frota e dados do setor)
- 06Sindipeças — Frota Circulante (relatório oficial)
Sua oficina rodando como uma equipe de corrida
Orçamento no WhatsApp, fiscal incluído, portal do cliente e IA — tudo num plano só.


