A peça certa começa no chassi
O maior erro de orçamento, compra e instalação de autopeça nasce da pergunta mais simples: essa peça serve nesse carro? O motor de fitment do Reparou existe pra responder isso com precisão — partindo do chassi.
números vivos da nossa base de peças e aplicações
O desafio: do chassi à peça
Uma autopeça não serve em "um carro" — serve numa combinação exata de marca, modelo, ano e motor. A pastilha do Gol 1.6 não é a do Gol 1.0; o filtro muda com a geração. O fornecedor descreve isso na aplicação da peça ("serve para…"). O problema é casar a identidade do veículo com essa aplicação — sem erro. E a chave mais confiável dessa identidade é o chassi.
Anatomia do chassi (VIN)
Desde 1981, quase todo veículo segue a norma ISO 3779: um VIN de 17 caracteres. Cada bloco carrega uma informação:
exemplo: 9BWAB45U4FT123456
O ponto crítico: do número sozinho dá pra ler marca (WMI), ano (pos. 10) e planta com tabelas públicas. Mas modelo e motor moram no VDS (pos. 4–8), que é proprietário de cada montadora — não existe tabela universal. É aqui que a inteligência de fitment realmente acontece.
O que o VIN permite descobrir
Dependendo da base consultada, o chassi abre todo o perfil do veículo:
Como o fitment funciona
Onde estamos hoje (achados reais)
Já montamos uma base própria de peças com aplicação, raspada de várias lojas com proveniência. Medindo nela, a capacidade de "dado um carro, quais peças servem" já existe — e é desigual por modelo:
- ▸~49% das peças têm fitment (pelo menos uma aplicação veículo). Das aplicações, 100% trazem o ano e ~55% o motor/versão.
- ▸Cobertura por modelo (peças que servem hoje): Gol ~5.690, Strada ~1.538, Polo ~1.218, Corolla ~1.035, Hilux ~918 — e modelos novos como o Virtus ~141. Quanto mais popular/antigo, mais profundo.
- ▸Isso é a peça de reposição que serve — não o catálogo canônico completo da montadora (toda peça do carro, tipo vista explodida). Esse nível existe em fontes OEM: temos o catálogo BMW (RealOEM) e o adapter do ETKA (grupo VW — Virtus incluso) a caminho.
A arquitetura do de-para
O casamento chassi → peça acontece em três saltos, ancorados no veículo canônico (FIPE) como chave comum:
↳ veículo canônico = FIPE (modeloVeiculoId)
↳ fitment (peça serve em marca+modelo+ano+motor)
↳ conjunto de peças do carro
O trabalho de engenharia que destrava tudo isso:
- • Decoder de VIN offline (WMI → marca, pos. 10 → ano): grátis e instantâneo.
- • Fitment estruturado: transformar o texto "Polo/Virtus 2017 até 2022" em campos (marca, modelo, ano-início/fim, motor) indexáveis.
- • Normalização de modelo: casar o vocabulário das lojas com o da FIPE (o ponto mais delicado).
A visão
Com o fitment maduro — e camadas licenciadas como TecDoc ou Fraga no futuro — quando o técnico abrir a ordem de serviço, o sistema já mostra:
“Encontramos 4.382 peças compatíveis com este veículo.”
E toda busca de peça passa a acontecer dentro desse universo filtrado — com foto, estoque e preço — derrubando os erros de orçamento, compra e instalação.
Veja o motor em ação
O comparador já usa essa base pra mostrar a mesma peça em várias lojas, do menor preço ao maior.
Abrir o comparador de peças